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R: Sofro de Hipotireoidismo
diagnosticado há 03 ou 04 anos. Tenho acompanhamento médico anual estabilizado
, utilizando no caso , Puran T4 100mg diariamente. Provavelmente sofro de DDA ,
sexo masculino , 43 anos. A utilização de Ritalina ou outro medicamento
compatível com DDA poderá surtir algum efeito colateral em relação ao meu
uso continuado de Puran T4 ? Questiono não apenas por minha dúvida, mas pela
de outros tantos que provavelmente utilizam remédios outros e sofrem de DDA.
R: Pode tratar teu DDA
tranqüilamente. Ritalina e reposição de hormônios da tireóide ao mesmo
tempo sem problemas.
P: Bom dia, sou E. e moro no Rio Grande
do Sul. Ultimamente, estava me sentindo uma pessoa medíocre e sem ânimo e persistência
para nada, nada em minha vida parecia estar dando certo, aí então, procurei
ajuda de uma psicóloga e pelo que ela me falou de início, tenho TDAH. fizemos vários
testes, e ela viu que não tinha tanto deficit de atenção mas mais Hiperatividade.
então ela me falou que seria necessário o uso de medicação, que ela iria me
encaminhar para um psiquiatra para poder me receitar tal medicamento. mas
conversa vai, conversa vem, contei pra ela que tinha um histórico de drogas,
que na verdade fui usuário de cocaína. então ela pensou em nao usar mais Ritalina
em mim, pois iria desencadear uma série de reações e outras disfunções que
com o tempo iria perceber que nao resolveria mais. Gostaria de saber, se em sua
opinião, é necessário não usar medicamento, só com psicoterapia resolveria
o meu caso. acrescento que nao seria interessante abrir mão do medicamento,
pois acho que somente com ele poderei me 'acalmar' um pouco mais, da mesma forma
que era o efeito da cocaína, pois meus amigos ficavam mal, mas eu me sentia
super bem, sempre disposto, e com uma capacidade inexplicável e sem contar que
psicoterapia é um saco!
R: Se vc abusou de drogas,
mesmo assim pode tratar seu DDA com remédios diferentes da Ritalina, ou mesmo
ela, mas nas formulações de longa duração (Ritalina LA ou Concerta).
P: Gostaria de saber se existe
algum tipo de dieta que melhore os sintomas do DDA, descobri a pouco tempo que
sofro de DDA e não quero tomar medicamentos. É possível tratar DDA somente
com a alimentação?
R: Não.
P: É possível eu ter DDA ?
Meu histórico: quando criança tinha dificuldades de aprendizado, minha família
sempre teve que me ajudar nas tarefas escolares. Aos 13 anos meu Pai me deu um
livro e eu tinha le-lo em voz, pois tinha também dificuldades de ler, meu Pai
tomou essa decisão após me levar ao oftalmologista, (sem problemas de visão) aos
22 anos, já trabalhando percebi que tinha dificuldades de falar algumas palavras. (Até
hoje) o que me tirou minha espontaneidade. Fui a um Neuro., e fui diagnosticada
c/dislexia leve. Fui a Fonoaudióloga e fiz durante muito tempo exercícios verbais. Como
eu tinha já o tinha hábito de ler não foi difícil. Mas aos 18 anos, tive
depressão maior, fiquei totalmente prostrada. Fiquei internada por uns tempo,
de lá para cá, hoje, com 53 anos, posso me ver melhor. Estou em tratamento de
depressão há 9 anos. Já indaguei várias vezes ao médico se há um outro
diagnóstico. Ele disse que teria que me conhecer melhor. Mas lendo sobre TDAH,
vejo que fui essa criança das salas de aula com esse Transtorno. E na fase
adulta o que mudou? - R.: tenho ainda dificuldades de assimilar o que leio,
sempre volto um parágrafo ou uma página para poder entender a idéia do livro.
Como fui educada para me esforçar, então pensava que era normal.2° tenho
memória das idéias e não fotográfica. Sempre uso canetas coloridas para fácil
lembrança.3° quando escrevo sempre tenho que revisar porque engulo certas
palavras e letras. Sempre disse a terapeuta, q/sou 8 ou 80; ou estou agitada c/
alto nível de ansiedade ou estou deprimida na cama. De uns 4 anos para cá
percebi que tenho compulsões c/ algumas idéias. Depois as abandona- e passo
para outra idéia. Ex.:fiz os armários da minha cozinha. Não dormia direito
mas fiz. Sempre invento alguma coisa para fazer e fico compusilva c/ a idéia e
não faço mais nada além daquilo que estou fazendo. Isso é qd° não estou
depressiva. Para estudar sempre tive q/me isolar, n consigo estudar c/TV, radio
ou qualquer outro som. Gosto de estudar, mas meu maior problema em sala de aula, é: não
posso ouvir ninguém falando muito tempo que morro de sono. Gosto de estudar,
mas não de ir a aula por causa disso. Não gosto de muitas pessoas juntas,4
pessoas para mim já é multidão. Meu marido costuma dizer que eu funciono em
AM, e ele em FM, porque tenho que fazer uma coisa de cada vez , EX: ver TV e
falar ao mesmo tempo. Não consigo, uma coisa ou outra. obs.: não fui criança
hiperativa. Portanto é possível eu esse Transtorno ? Se o Dr. puder me
responder agradeço de coração.
R: Oi Claudete, você quer dizer DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) ou
TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade)? Sim, com essa
história é super possível.
P: Gostaria de parabenizá-lo pelo seu site que
contém várias informações que me foram úteis na realização de um trabalho
de inclusão social relacionado ao DDA. Tenho uma dúvida em relação aos
exames que diagnosticam o Transtorno, quais são os mais eficientes? O EEG ou
SPECT?
R: Douglas, nenhum exame de imagem
diagnostica TDAH. O diagnóstico é feito exclusivamente pela anamnese
(histórico) e pela observação.
P: Desde a minha adolescência
venho tentando investigar o porquê da minha dificuldade de concentração que
começou a me incomodar por volta dos 9 anos, quando sentia dificuldades em
fazer provas. Na minha adolescência, passei por um período de depressão que
na época não foi observado por meus familiares. Eu só queria ficar em casa e
não queria me relacionar com os colegas e amigos. Com isso me tornei uma pessoa
fechada Fiz eletroencefalograma aos 19 anos para descobrir se teria algum
problema e deu normal. Minha dificuldade de atenção continuava e quando
estudava, na hora da prova ocorria aquele "branco". Quando comentava
isso com os médicos, eles me olhavam como se fosse uma coisa normal e
corriqueira. O tempo foi passando e com isso a minha auto-confiança foi sendo
abalada fazendo minha auto-estima passar por altos e baixos. Passei a ter pavor
de falar em público (4 pessoas para mim já era considerado multidão). Sofri
de depressão pós-parto e foi horrível. Não queria ver ninguém. Em 1995
comecei a engordar pois comia compulsivamente assim como o alcoólatra o faz com
a bebida, e a total apatia pelas coisas da vida foi tomando conta de mim. Nada
me dava mais prazer e o mau-humor era constante. Procurei um médico que me
receitou Isomeride + dieta e observei que o remédio não só me ajudou na perda
de peso como me recuperou psicologicamente fazendo eu me sentir leve e voltar a
ter alegria de viver. Tomei o medicamento durante uns 90 dias seguidos e depois
suspendi por recomendações médicas. Passado uns 8 meses, observei que o meu
mal estar voltava com os antigos sintomas e voltei a tomar o medicamento por
menos tempo até me sentir melhor. E assim o fiz até a sua venda ser suspensa.
Minha mãe já sofreu de depressão e hoje, mesmo curada, é uma pessoa que às
vezes sofre de baixa auto-confiança e auto-estima.
R: C., tudo isso pode se encaixar em Déficit de Atenção com ou sem
Hiperatividade, e isso pode ser tratado. ADHD coexiste com Depressão, Fobia
Social, abusos de substâncias, etc.
Li um pouco sobre a Ritalina em
livros e em sites como o do Sr, e algumas coisa que eu li e outras que são
apenas suposições, me assustam, tais como o cansaço e a Depressão de quando
eu não estiver sob o efeito do medicamento.
Se vc sofre de ADHD
provavelmente tomará Ritalina por muito tempo, portanto esse risco poderá ser
perfeitamente administrado quando chegar a hora.
Ela pode provocar algum tipo de
transtorno na potência sexual?
Sim, aumento :-)
... se, na minha
idade (adulto), o uso de medicamento (Ritalina) pode ajudar na falta de concentração e
impulsividade.
Sem dúvida, pode ser muito útil.
Dr. Rubens
Queríamos
saber sobre a influência da MACONHA E ÁLCOOL EM UM ADOLESCENTE HIPERATIVO COM DÉFICIT
DE ATENÇÃO ,com idade de 22 anos que não para em escolas e faculdades
,etc.
A Literatura internacional
refere piora do Distúrbio de Atenção com o uso de Maconha e álcool. Por
outro lado a Literatura refere melhora do Distúrbio de Atenção com o uso de
nicotina (tabaco). Dr. Raymond Rosenberg
Meu filho é portador de TDAH,
hj com 17 anos. Soubemos disso através de um diagnóstico feito há 5 anos atrás.
Na época, foi recomendado o uso da Ritalina. Ele tomou por um curto período (1
mês) pois logo em seguida, o medicamento desapareceu do mercado brasileiro.
Quando reapareceu, meu filho se recusou a tomar o medicamento orientado pela
terapeuta. Ainda hj, recusa-se a tomar o medicamento alegando q pode administrar
isso sozinho, sem a ajuda do medicamento. Ele as vezes fica extremamente agitado,
ansioso, e é comum o seu esquecimento e desorganização. O q Sr sugere p q eu
o faça mudar de idéia, visto q seu rendimento escolar e profissional (ele
trabalha com montagem de computadores) poderiam aumentar c o uso da Ritalina?
Muitas pessoas que não querem
ou não podem tomar Ritalina e etc. estabelecem mecanismos de compensação para
a falta de Atenção. Por exemplo: diários, bloquinhos de lembretes, agendas,
post-its em toda parte, relógios com múltiplos alarmes, etc. Portanto, embora
a Ritalina tenha efeitos espetaculares e rápidos, ela não é obrigatória em
todos os casos. Dr. Rubens Pitliuk
34 anos ...problema é uma dificuldade, que julgo extraordinária, de
concentração. Sintomas: Nunca consigo sair de casa sem ter que procurar minhas
chaves e minha carteira porta cédulas; não consigo prestar atenção
prolongada em conversas, por mais que sejam interessantes, em leituras; confundo
datas; etc Um Neurologista que realizou diversos exames, inclusive um eletro, e
receitou "organo neuro cerebral", quando não tive nenhuma melhora.
Diante desse problema, que está me prejudicando muito profissionalmente,
solicito alguma orientação. Outrossim, julgo não ter sido uma criança Hiperativa,
e penso seriamente em tomar RITALINA por contra própria, isso já em grau de
desespero. De antemão agradeço a atenção de todos.
Apesar da Ritalina ser uma das primeiras opções em Déficit de Atenção,
vc não deveria tomar sem orientação médica, inclusive com relação a um
diagnóstico exato. E os exames costumam ser normais mesmo. Dr Rubens Pitliuk
Faço
terapia ha dois anos, e, entre muitas descobertas, identifico-me como portadora do
Distúrbio de Atenção... Quando li no artigo da Caras que vocês tinham um
estudo, e mais, um tratamento para pessoas com essa característica, interessei-me imediatamente...Comentando com minha terapeuta sobre o
assunto, ela me orientou que entrasse em contato, para pegar orientações de que tipo de tratamento
é feito, que tipo de Antidepressivo é utilizado (faço tratamento com Prozac ha dois
anos), e outras
informações mais que pudessem ser aproveitadas para o sucesso de um possível tratamento.
Tenho tido diversos problemas ocasionados por esse distúrbio, e tenho o maior interesse em seguir um tratamento a serio
Geralmente DA com ou sem Hiperatividade é tratada com
Psicoestimulantes. No Brasil só existe a Ritalina. Mas é um remédio muito controlado e vc precisa procurar um Psiquiatra que tenha
experiência no assunto . Outras pessoas são tratadas com Antidepressivos Noradrenérgicos e não
Serotoninérgicos como o Prozac
Como conviver com o cônjuge
Hiperativo ?
Uma queixa freqüente do
cônjuge de adulto com Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDA/H) é que
comumente ele/a se mostra impaciente e inquieto até mesmo durante a relação sexual
(Lembramos que o adulto hiperativo-impulsivo fica incapacitado de esperar ou demorar em
qualquer situação). Por vezes, também, a necessidade de buscar continuamente novidades
(um traço característico do TDA/H) faz com que uma relação de rotina (como a do
casamento, por exemplo) prontamente deixe de ser agradável ou estimulante. A literatura
menciona casos de adultos com TDA/H marcadamente desatentos que se desconcentram no meio
mesmo de uma relação sexual, com as conseqüências previsíveis para o parceiro/a. Por
último, a hiperatividade pode assumir a forma de uma hiper-sensibilidade e
hiper-reatividade afetivas, capazes de gerar um medo da intimidade, assim comprometendo o
funcionamento sexual. Sérgio Bourbon
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