Depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Ansiedade: perguntas, respostas e depoimentos

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

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P: Tenho 21 anos e há mais ou menos 7 meses venho sentindo muitos sintomas de doenças graves: dor do lado esquerdo do peito, dor de cabeça, as vezes tontura, muita, mas muita falta de ar, dificuldade para concentração nos estudos e as mãos e os pés gelados. Quando me dá crises, parece que o sangue desaparece da pele, fico pálida e com muito medo de morrer.
Trabalhei durante 2,5 anos numa empresa, porém nos últimos 5 meses exerci uma função onde eu ficava em perigo e sozinha. Aquilo me deixava com muito medo, e como não tinha muito o que fazer, ficava ocupando a cabeça com pensamentos ruins. Eu odiava o que eu fazia porém ficava pois o salário era bom.
Acabou que te tanto freqüentar médicos (e nunca encontrar nada de errado), acabei demitida.
Quando saí da empresa achava que todo aquele mau estar ia passar. Realmente, as crises que eram diárias não vem acontecendo com tanta freqüência, mas acontecem.
Agora que estou desempregada, não consigo fazer nada pois tenho muito medo de ficar sozinha, sem alguém de conhecido por perto. Não consigo dirigir sozinha, ficar em casa sozinha, ir para a aula...
Minha pergunta é se uma vez que adquirimos o problema por um motivo (no meu caso o trabalho) e eu me afastando dele, a ansiedade continua??? Pois todo mundo sabia do meu problema, e agora que eu saí da empresa e voltei a sentir os sintomas ficam falando que eu fui demitida e de nada adiantou.
Outra pergunta seria se os remédios indicados pelos médicos (no meu caso Rivotril) podem causar alguma lesão no cérebro... minha família sempre disse que quem toma estes remédios fica abobado... É verdade? No meu caso que sou jovem, provocará alguma alteração que possa a levar que um filho meu nasça com alguma seqüela deste tratamento?
Por favor, me ajude pois eu não comecei nenhum tratamento de medo de nunca mais parar de tomar remédios, mas minha vida está virando um inferno!!!

R: Você está com sintomas de ansiedade tão fortes que está parecendo Ataques de Pânico. Nenhum tratamento bem feito irá lesar teu cérebro nem provocar seqüelas no teu filho, claro que se vc tomar os remédios durante a gravidez, tem que ser com um médico que tenha experiência em tratamentos na gravidez.

P: Tenho dois filhos. O de 21 anos, tem gastrite nervosa que está sendo tratada. O de 13 anos tem tido sintomas muito fortes de diarréia, algumas vezes acompanhada de vômito, tremor e suor frio, sempre antes de sair; para a escola, passeio, futebol, em qualquer situação. Estes sintomas se encaixam mais em Transtorno do pânico ou gastrite?

R: O mais provável é que seja um Transtorno de Ansiedade. Veja a resposta da pergunta abaixo.

P: Olá, achei muito interessante a proposta do site, ajudar as pessoas que sofrem de algum distúrbio psicológico, parabéns. Bom, tenho 18 anos de idade hoje, descobri recentemente que possuo um distúrbio no sistema digestivo, mais especificamente no intestino, tenho isso desde os meus 9 anos de idade, olha o tanto de tempo que eu passei na minha vida acreditando em isso ser normal, e sempre me afastando de todas as pessoas, e me isolando, é uma doença chamada "Colite Nervosa", o médico me disse que isso ocorre pq sou uma pessoa muito nervosa e ansiosa também, minha vida se resumiu a me fechar sempre no meu quarto junto com meu computador, que por sinal foi a carreira que decidi seguir, mas sempre achei que fosse impossível ser feliz vivendo da forma que eu me forcei a viver. O que eu gostaria de saber é o seguinte, qual especialista eu devo consultar? um psicólogo ou um psiquiatra? e qual o caminho mais rápido para que eu possa me curar dessa doença, se é que existe caminho curto.

R: Vc deveria procurar um psiquiatra pois á muito freqüente tratar Colon Irritável ou Síndrome do Intestino Irritável ou Colite Nervosa com antidepressivo, mesmo que a pessoa não tenha depressão. O tratamento medicamentoso costuma ter efeito rápido. Mas além disso, provavelmente uma terapia Cognitivo Comportamental e/o um curso de Yoga irão te ajudar muito também.

P: Tenho 50 anos e atualmente estou em crise da Síndrome do pânico, e tenho um filho de 15, ele tem deficit de atenção e hiperatividade (ele toma o remédio Concerta), vendo os sintomas dele pude perceber que quando pequena tive também hiperatividade e déficit de atenção, mas na época nem se comentava de tal problema. Pergunto tem relação a hiperatividade e déficit com a Síndrome do pânico? a 1ª crise tive há 10 anos atrás, fiz tratamento de 5 anos e passei 5 anos bem, e agora voltou e recomecei o tratamento com cloridrato de Venlafaxina e Rivotril e farei psicoterapia. Tenho uma dúvida pois já li vários depoimentos com pessoas que voltaram a ter crise, e li também que o Dr. também diz que tem cura, como conseguir este sucesso "a cura" ?

R: Existe relação entre TDAH e ansiedade. O Ataque de Pânico nada mais é do que uma crise muito forte de ansiedade com sintomas físicos. Portanto pode ter relação sim.

P: Tenho uma fobia específica e já vivenciei sintomas do pânico duas vezes: taquicardia, aperto no coração, tristeza e angústia. Estou fazendo tratamento psiquiátrico e vou iniciar uma psicoterapia. Estou tendo essa angústia no coração que muitas vezes aparece com dúvidas e pensamentos relacionados à situação que me apavora. Meu diagnóstico foi o Transtorno fóbico-ansioso. Esses pensamentos e essas dúvidas sem lógica são comuns nesse Transtorno? Os meus sintomas estão relacionados ao TOC?

R: Sem te conhecer não posso afirmar com certeza, mas tudo indica que é apenas um Transtorno de Ansiedade, de tratamento bem mais simples e rápido que TOC.

P: Olá, me chamo Silvia, tenho 30 anos, ultimamente venho me sentindo um nó na garganta, demoro muito pra dormir e meus batimentos cardíacos ficam levantando o músculo do peito, já fiz 02 Eletrocardiogramas e está tudo normal, porém gostaria de saber se isso é ansiedade, estresse e o que devo fazer e a que profissional procurar.

R: O mais provável é um problema de ansiedade. Mas pelo endereço que vc mandou, aí não tem nem psicólogo nem psiquiatra. As cidades pequenas costumam ter clínicos gerais que entendem de tudo.

P: Me sinto incapaz em certas situações, fui prestar minha primeira prova num curso estudei bastante mas ao ver a prova me veio em mente que não daria tempo te terminar, que eu teria uma boa redação etc.
Estão comecei a ficar com uma respiração ofegante, com sudorese minha concentração ficou restrita confusa apenas nas questões que eu não sabia no final da prova eu já não conseguia ler e interpretar nada.
Minha temperatura corporal interna estava altíssima mão frias.
Meu pensamento não saía das coisas negativas e também muita dor de cabeça como se estivesse martelando pressionando não conseguindo um relaxamento na cabeça, isso dura alguns dias e sempre que penso neste problema que aconteceu me da desconforto mental.
Este problema já tenho a muitos anos e que só aparece e situações de estresse. Há cinco anos tomei Olcadil meio antes de dormir sera que devo tomar novamente.

R: Provavelmente com uma medicação por alguns meses mais uma psicoterapia Cognitivo Comportamental vc se livra desse problema sem dificuldade.

'P: Gostaria de informações e o nome correto do seguinte transtorno: uma pessoa (possui ansiedade e TOC), desenvolveu um medo exacerbado de que algum evento fatal poderá ocorrer ao seu esposo. Esse medo faz a pessoa permanecer o máximo que pode ao lado do marido, observando seus passos e imaginando, por exemplo, que uma acne no rosto possa ser algo bem grave (às vezes tem uma espécie de alucinação, pois vê tamanho e coloração de uma acne maiores do que realmente são!).
Se ela sai de sua casa, fica aflita para voltar, pois o marido lá se encontra sozinho. Se é o esposo quem sai, fica transtornada enquanto ele não retorna. Essa moça não possui mais atividades triviais como sair só com amigas para um cinema, não fica mais do que 2 horas na casa de seus familiares, pois sua rotina é inteiramente voltada aos movimentos do esposo. Por outro lado, o marido é altamente controlador, do tipo que somente ele sabe o certo e o que a esposa faz está sempre com defeito. A moça em questão se mostra como alguém que perdeu a identidade, não tendo opinião própria sobre quase nada. Grata pela ajuda!

R: Provavelmente o quadro de ansiedade é muito grave. Mas com tratamento medicamentoso mais psicoterápico (indispensável) para ela, melhora bem.

P: Olá! Meu marido foi diagnosticado como portador de TAG. Ele toma Lexapro há quase dois anos. Porém, seus piores sintomas continuam: irritação constante e personalidade explosiva (qualquer coisa que saia do planejado provoca gritos e ofensas, dirigidos principalmente a mim, que sou mais próxima). Ele sofre com a instabilidade profissional (é advogado, e estuda para passar em concursos), perde o sono e tem dores de estômago com a desorganização alheia, contas a pagar, consertos do carro, ou seja, situações banais da vida de qualquer um, que para ele são um martírio. O pai dele era exatamente igual, porém, nunca procurou tratamento, fez da vida da família um inferno, e faleceu há 6 meses, diabético e vítima de um AVC. O que fazer para evitar que meu marido repita a história do pai? O diagnóstico está correto? (Obs: ele já fez terapia durante 8 anos, fizemos inclusive terapia de casal)

R: Não tenho condições de afirmar se o diagnóstico está correto com esses dados, mas pessoas de temperamento explosivo que já tenham tentado Psicoterapia e técnicas de relaxamento e auto-controle sem resultado costumam melhorar muito com medicamentos Estabilizadores de Humor. Isso mesmo sem sofrerem de Transtorno Bipolar nem Epilepsia. Esse tratamento é feito há décadas e costuma ter ótimos resultados.

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