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Critérios
Diagnósticos em Adultos:
Nota: Considerar que um
critério é atendido apenas se o comportamento for muito mais freqüente do que
apresentado pela maioria das pessoas da mesma idade mental.
A. Um problema crônico com
pelo menos quinze das seguintes características:
1. Sensação de baixo
rendimento, de não atingir as próprias metas (independente do quanto a pessoa
de fato realize).
Começamos por esse sintoma
porque é o motivo mais freqüente que leva um adulto a procurar ajuda.
"Simplesmente não consigo me realizar", é o refrão mais comum. A
pessoa pode até ser considerada um sucesso por padrões objetivos, ou estar se
debatendo, como que perdido em um labirinto, incapaz de fazer uso de seu
potencial.
2. Dificuldade em organizar-se.
Um dos maiores problemas para a
maior parte dos adultos com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade). Sem a estrutura da escola, ou os pais por perto
para manter as coisas organizadas para ele, o adulto pode titubear perante as
demandas da vida cotidiana. As supostas "pequenas coisas" podem
amontoar-se, criando enormes obstáculos. Por exemplo, um compromisso não
cumprido, um cheque perdido, um prazo esquecido.
3. Adiamento crônico do inicio
de tarefas.
A realização de tarefas por
adultos com DDA (ou TDAH) é associada a tanta ansiedade - inclusive pelo receio de não
as fazer direito - que eles as empurram para mais tarde, e mais tarde, o que,
obviamente, só faz aumentar a ansiedade ligada à tarefa.
4. Muitos projetos tocados
simultaneamente; dificuldade em levá-los adiante.
Uma conseqüência do numero 3.
Conforme uma tarefa é deixada de lado, outra é assumida. Ao fim do dia, da
semana ou do ano, incontáveis projetos são empreendidos, nem todos são
concluídos.
5. Tendência a dizer o que vem
à mente, sem considerar o momento e a conveniência do comentário.
Como a criança com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade)
em sala
de aula, o adulto com DDA (ou TDAH) se deixa levar pelo entusiasmo - a diplomacia e a
malícia se rendem a lampejos impulsivos.
6. Busca freqüente por forte
estimulação.
O adulto com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade)
está sempre
à procura de algo novo, envolvente, algo do mundo externo que possa vibrar como
o turbilhão em seu íntimo.
7. Intolerância ao tédio.
Corolário do número 6. Na
verdade, a pessoa com DDA (ou TDAH) raramente se sente entediada, pois, no mesmo
milissegundo em que detecta a tédio, parte para a ação e encontra algo novo;
então muda de canal.
8. Facilidade para distrair-se,
problema de concentração, tendência a se desligar ou ficar à deriva no meio
de uma página ou diálogo, às vezes acompanhados de uma capacidade de
hiperconcentração.
A marca registrada do DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade). O
"desligamento" é um tanto involuntário, acontecendo quando a pessoa
não está olhando, por assim dizer, e a próxima coisa que se percebe é que
ela não está ali. A capacidade muitas vezes extraordinária de
hiperconcentração também costuma estar presente, enfatizando o fato de que na
verdade essa é uma síndrome não de déficit de atenção, mas de
inconstância na atenção.
9. Freqüentemente criativo,
intuitivo e muito inteligente. Não é um sintoma, mas uma característica que
merece ser mencionada. Os adultos com DDA (ou TDAH) em geral têm mentes mais criativas do
que a média. Em meio à sua desorganização e devaneio, demonstram lampejos de
talento. Capturar esse "algo especial" é um dos objetivos do
tratamento.
10. Dificuldade em seguir
caminhos pré estabelecidos, em proceder de forma "apropriada".
Contrariamente ao que se possa
pensar, isso não se deve a algum problema não resolvido com figuras de
autoridade; trata-se, antes, de uma manifestação de tédio e frustração:
tédio por estar fazendo coisas seguindo uma rotina e excitação por novas
abordagens, e frustração por não ser capaz de fazer as coisas da forma como
"deveriam" ser feitas.
11. Impaciência. Baixa
tolerância a frustração.
Qualquer tipo de frustração
remete o adulto com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) a todos os seus fracassos do passado. "Ah,
não!", diz ele. "Aqui vamos nós de novo". Por isso sente raiva
ou se recolhe. A impaciência deriva da necessidade de estimulo constante,
podendo fazer com que os outros o considerem imaturo ou insaciável.
12. Impulsivo, verbalmente ou
nas ações - como gastar dinheiro impulsivamente, mudar de planos, fazer
modificações em projetos profissionais, coisas desse tipo.
Este é um dos sintomas mais
perigosos em adultos, ou, dependendo do impulso, um dos mais úteis.
13. Tendência a uma
preocupação desnecessária e sem fim. Propensão a sondar o horizonte em busca
de algo com que se preocupar, ao mesmo tempo em que mostra desatenção ou
descaso por perigos palpáveis.
A preocupação passa a ser
aquilo em que a atenção se transforma quando não está concentrada em uma
tarefa.
14. Sensação de insegurança.
Muitos adultos com DDA (ou TDAH)
sentem
uma insegurança crônica, não importando a estabilidade de sua vida.
15. Humor oscilante lábil,
sobretudo quando desvinculado de uma pessoa ou projeto. A pessoa com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade)
pode
ficar de repente de mau humor, depois de bom humor, e novamente mal-humorada -
tudo isso num espaço de poucas horas, e sem motivo aparente.
Mais do que as crianças, os
adultos com DDA (ou TDAH) mostram instabilidade de humor. Isso se deve principalmente às
suas experiências de frustração e/ou fracasso, mas em parte também à
biologia do distúrbio.
16. Inquietude.
Em geral, não se encontra no
adulto a hiperatividade marcante que encontramos na criança. Em vez disso, o
que se observa é algo que parece "energia nervosa": andar de um lado
para o outro, tamborilar com os dedos, mudar de posição quando está sentado,
sair a toda hora de uma mesa ou quarto, sentir-se tenso quando em descanso.
17. Tendência a comportamento
aditivo, viciado, compulsivo.
Pode ser sexo, álcool, drogas,
jogo, compras, comida ou trabalhar demais.
18. Problemas crônicos de
auto-estima.
Estes problemas são o
resultado direto e lamentável de anos de frustração, fracasso ou malogro das
iniciativas. Mesmo a pessoa com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade)
que já conquistou o seu espaço em geral se
sente anormal. O que impressiona é a capacidade de recuperação da maioria
desses adultos, a despeito dos muitos obstáculos.
19. Auto- observação
imprecisa.
Pessoas com DDA (ou TDAH) são
auto-observadoras precários. Não fazem uma avaliação aguçada do impacto que
exercem sobre os outros. Em geral, consideram-se menos eficientes ou poderosas
do que os outros acham.
20. Histórico familiar de DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade),
transtorno maníaco-depressivo, depressão, uso abusivo de substâncias, ou
outros distúrbios de controle dos impulsos ou do humor.
O DDA (ou TDAH) parece ser geneticamente
transmitido e relacionado às outras condições mencionadas, assim, não é
incomum (o que não significa que seja necessário) documentar a história
familiar dos mencionados distúrbios.
B. História de DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade)
na
infância. (Pode não ter sido formalmente diagnosticado, mas os sinais e
sintomas certamente estavam na história.).
C. Situação não explicada
por outra condição médica ou psiquiátrica.
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