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P: Meu marido tem diagnóstico
de TAB há 6 meses. Há 3 meses está em terapia c/ lítio (1800mg/dia) A Litemia
foi de 1,8. Ao abaixar a dose, houve grande desestabilização (0,6 Litemia).
Atualmente (há 15 dias) ingere 1575mg lítio, mas não está estável. É possível
que o lítio não esteja mais funcionando?
R: É improvável mas é
possível sim. geralmente basta trocar ou associar outro Estabilizador de Humor.
Agora, confira essas dosagens, principalmente a hora que ele fez a Litemia de
1,8. Muito estranho ele ter 1,8 com 1800 mg por dia e só 0,6 com 1575 mg.
Melhor refazer o exame. Não esqueça que a Litemia ideal é entre 0,8 e 1.
P: Sou diagnosticada
Bipolar desde os 19 anos, hoje estou com 32. Existem casos de depressão e epilepsia
na família da minha mãe. Tomo Paroxetina 20mg, deveria tomar Trileptal ou Lítio,
mas não consigo manter continuidade nessas medicações porque os efeitos
colaterais diminuem muito pouco com o tempo e são demasiadamente ruins, muitas
vezes fico catatônica. A Paroxetina me ajuda a não ficar deprimida, mas quando
ocorrem situações de demasiado stress fico agressiva e com pensamento
acelerado, insônia. Nesses períodos costumo fumar maconha, nunca mais do que
uma vez por dia e não diariamente, somente quando estou muito irritada e
brigando com todo mundo por quase nada. Fazendo isso consigo pensar mais
calmamente, controlo minha irritação e durmo muito bem. Porisso prefiro do que
tomar estas medicações. Mas afirma-se que a maconha pode desencadear crises em
pessoas bipolares e levar a quadros psicóticos. O que existe de comprovação científica
sobre isso? Estou realmente correndo este risco?
R: Sim
senhora, com certeza !
P: Meu esposo toma
Lítio, Haloperidol, Fluoxetina e Diazepam, não vejo melhoras, tem um tremor
muito grande, os médicos não conseguem acertar medicação, seu diagnóstico
é bi polar e depressão altíssima. Não sei mais o que fazer, ninguém nos
ajuda. Isto tem cura?
R: Tem que ter
cura sim. Em tratamentos de longo prazo, os colaterais atrapalham muito,
portanto ele deveria tomar uma medicação que não provocasse esse tremor e
fosse mais eficaz. Pode ser que ele precise de um Estabilizador de humor
diferente do Lítio. Aliás, se o Lítio estivesse sendo eficaz ele não deveria
mais precisar de Haldol e Fluoxetina.
P: Eu sofro de depressão
diagnosticada por profissional, a 10 anos, pelo menos. Me mantenho com
praticamente a mesma medicação: Fluoxetina, que não adianta mais. Ultimamente
tenho tido oscilações de humor, no mesmo dia dou gargalhadas incontroláveis e
logo depois, choro e quero morrer. Há a possibilidade de eu ter desenvolvido o
transtorno bipolar e se eu não cuidar disso posso desenvolver mais doenças?
R: Bipolaridade não se manifesta
com várias fases no mesmo dia. Mas evidentemente que seu tratamento não está
ideal. Vc poderia pedir a seu psiquiatra que reavalie a medicação.
P: Fui
diagnosticada com o TAB há duas semanas. Estou usando o Seroquel 50 mg e o Toptil
(Topiramato, Amato, Topamax) 25 mg, que aumentará para 50 mg na próxima
semana. Gostaria de saber até que ponto o uso de maconha pode interferir nesse
tratamento e se isso é realmente comprovado. Obrigada!
R: sim, está
totalmente comprovado que a maconha vai prejudicar teu Transtorno Afetivo
Bipolar, o tratamento dele, teu cérebro e teus neurônios.
P: Sou esposa de
um portador de Distúrbio bipolar, sendo que o diagnóstico, ocorreu há mais de
dez anos. Atualmente esta fazendo uso do Zyprexa e Carbolitium. Têm plena
consciência da doença e não descuida da medicação. Mas ultimamente, a
convivência está insuportável. Temos duas filhas, uma de 25 e outra de 20
anos, e elas não estão mais suportando a convivência com o pai. Ele é muito
agressivo, principalmente com a mais velha, que aos 19 anos ficou grávida, e nós
a ajudamos na criação de nosso neto. Minha maior preocupação atual é com
meu neto, que presencia as brigas, e sinto que ele está ficando muito afetado
com toda esta situação. Será que ele pode desenvolver esta doença, já que
meu marido herdou do pai e do avô paterno? Minha filha mais velha foi diagnosticada
com Distimia e já fez uso de medicamentos, mas atualmente não está tomando
nenhuma medicação. Ele faz terapia, mas não estou vendo nenhuma melhora
significativa.
R: Ele não
deveria ter se tornado uma pessoa agressiva, conversem com o médico dele
a respeito da medicação e eventualmente de uma outra forma de psicoterapia
(diferente da que ele já fez). Sua preocupação com relação a seus filhos é
super compreensível, mas a chance deles não terem a doença é bem
maior do que terem.
P: QUAL A EFICÁCIA DO DEPAKOTE PARA UM BIPOLAR LEVE? ESTE REMÉDIO TEM TENDÊNCIA A ENGORDAR?
R: Costuma ser muito eficaz. Com
exercícios e dieta balanceada, com poucos carboidratos, geralmente não dá
ganho de peso
P: SEI QUE A
DIFICULDADE QUE ESTOU TENDO, TODOS TAMBÉM TÊEM, INFORMAÇÃO. PORQUE QUE AS
DOENÇAS DIAGNOSTICADAS COMO BIPOLAR, TOC, FOBIAS, BORDERLINE, ENFIM, TODAS PSÍQUICOS
NÃO SÃO DIVULGADAS DE MANEIRA QUE AS PESSOAS ENTENDAM? QUANDO TENTO EXPLICAR
QUE TENHO BIPOLAR, TODOS ASSOCIAM COM DEPRESSÃO, ENTÃO QUANDO TENHO CRISE DE
EUFORIA, PENSAM QUE ESTOU BEM. POR FAVOR REUNAM-SE E DIVULGUEM MAIS, NÃO SÓ NA
INTERNET, MAS NA MÍDIA TB. OBRIGADA
R: Eu acho que
sites médicos como este divulgam em linguagem coloquial de modo que as pessoas
entendam.
P: Bom dia,
gostaria de saber se a Síndrome do Pânico tem alguma relação com transtorno
bipolar.
R: A Síndrome do
Pânico é um ataque de ansiedade provocado por fatores externos. Qualquer
pessoa do mundo pode ter um Ataque de Pânico, com ou sem Bipolaridade. Ou seja,
não há relação direta.
P: Meu pai não
toma Carbonato de Lítio, o médico receitou, mas ele não quer tomar devido às
suas manias. Isso a 10 anos. Gostaria de, saber se tem como ele voltar ao normal
após um tratamento de psicoterapia?? qual tratamento deve ser feito?
R: Se por manias
vc quer dizer fases maníacas do Transtorno Afetivo bipolar, psicoterapia é
ineficaz. O Carbonato de Lítio continua sendo um campeão, embora não seja o
único.
P: Tenho 34 anos,
sou advogada e tenho TB diagnosticado há 02 anos e antes do diagnóstico
correto fui tida como esquizofrênica por 01 ano. Tomei primeiro Fluoxetina, Haldol
e Rivotril por 06 meses, em seguida tive crise de Esquizofrenia (quase matei uma
senhora de 70 anos com o carro em alta velocidade) então passei para Risperidona,
Rivotril e Carbolitium. Melhorei por 01 ano e recentemente tive uma forte recaída
para depressão profunda Hoje tomo Paroxetina 30mg, Carbolitium 900mg e Rivotril
2mg. Faço psicoterapia estratégica breve. Confesso que há 02 semanas quase me
suicidei, graças ao psicólogo eu consegui controlar-me. Hoje aprendi que eu não
posso entrar em situação de stress, pois desencadeia ou piora a Bipolaridade.
Estou incapacitada para o trabalho há 03 anos e não consigo ler mais do que 02
páginas. Uso o computador lentamente, descanso no sofá a cada 5 minutos e
volto ao pc. Confesso que estou muito chocada com a doença, pois por anos eu
apresentei o lado alto (euforia) da doença e nem sabia que era doença. Tenho dívidas
até hoje que não faço a menor idéia de onde foi parar tanto dinheiro. Hoje,
em depressão pela 2ª vez, sinto falta do outro polo (euforia). Estou sem
perspectiva de vida, será que me tornei um caso crônico? A depressão dura há
04 meses. Ajude-me!
R: Aos 34 anos
praticamente ninguém tem uma depressão crônica. O mais provável é que tenha
que fazer uma mudança na medicação. Não esqueça que Fluoxetina (Prozac, Verotina, Eufor,
Daforin, etc) e Paroxetina (Aropax, Paxil, Cebrilin, Roxetin) são da mesma
família, provavelmente teu médico irá trocar por outro grupo de medicamentos ou
mesmo de Estabilizador de Humor.
P: Por favor, gostaria de
saber se uma pessoa portadora do transtorno afetivo bipolar pode passar no exame
psicotécnico para concursos jurídicos (juíz, delegado, MP). E se tiver sendo
tratado? O portador de uma Esquizofrenia tratada/controlada poderia passar nesse
exame? Obrigada.
P: Isto depende muito,
de caso a caso, conforme a gravidade da doença. Mas, pensando num caso
relativamente leve e bem controlado, acho que seria sim possível para esta
pessoa passar nestes exames (TOC e TAB). Com relação à Esquizofrenia, acho
difícil. Dra. Susan Mondoni.
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