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... se tratando com tegretol
(400 mg/dia) e a dose de risperdal foi diminuída para(2mg/dia), já faz 2 meses e meio
desde o início do tratamento, até quando é aconselhável tratar?
Primeira crise, 6 meses a 2
anos.
Ela ainda não sabe? Penso
que será que vale a pena contar, pela pouca idade, pois tenho medo de sua reação (que
fique traumatizada) e além disso tenho fé que nunca mais volte.
Eu não contaria para uma
filha de 15 anos que a doença poderia voltar no futuro.
Os sintomas foram
super valorização pessoal, autoritarismo exagerado,implicância contra uma prima
e as irmãs, principalmente a mais velha) e também batia porta, colocava a TV super alta,
e por último não me deixava entrar nem no seu quarto, pois alegava que eu protegia as
outras duas, que eram umas "coitadas, mosca morta, etc.", acabou saindo de casa
(foi para a casa da avó e ainda não voltou totalmente), a médica considera que ela já
está 70% curado, isso é assim mesmo?
Não posso fazer
diagnóstico de quem eu não veja pessoalmente.
As vezes ela fica quieta
olhando, algumas coisas ela sabe que fez, será que lembra tudo?
Sim
Até hoje nunca indagou
tipo"o que será que aconteceu comigo", será que ainda não percebeu o
transtorno que casou na família?
Com 15 anos ? Os
adolescentes não preocupam muito com o trabalho que eles dão para os pais...
No início do ano do ano
letivo não queria comprar nem material, agora mergulhou nos estudo (está estudando
muito) isso não poderá prejudicá-la?
Não
Eu pesquiso muito sobre esse
assunto, já virou rotina, é uma necessidade, será que estou certa? ou só vou complicar
mais minha cabeça e de nada irá adiantar para ajudar de alguma forma minha filha? pois
as vezes tenho certeza que "entendi"essa doença, no entanto muitas vezes acabo
discutindo com ela (apesar de ter plena convicção que isso não leva a lugar algum.
Eu acho legal os pais
estarem informados.
Meu XX foi diagnosticado
como sendo uma Psicose Maníaco Depressiva. Após duas desesperadoras "crises/surtos" ele está muito
bem, conscientizou-se que necessita do medicamento, hoje o Haldol com Akineton, mas, não
deixou de ouvir as malditas vozes. Será que um dia ele deixará de ouvir essas vozes que,
ao meu entendimento, é que o levam a entrar em surto?
Se ele ouve vozes, o
diagnóstico mais provável é Psicose e não Psicose Maníaco Depressiva. Mas a resposta para a sua pergunta é
que as vozes devem desaparecer sim, caso contrário significa que ele está muito longe de
estar curado. Seja com Haldol em outras doses seja com outro medicamentos.
Como distinguir que está
numa fase de mania ( euforia ) com o estado de alegria simplesmente? Supondo que o
paciente tenha de tomar uma decisão importante como casar e mudar de pais, o que deve
fazer quanto ao tratamento com remédios e terapia?. E possível que quem tenha Distúrbio Afetivo Bipolar
possa
casar, ter filhos e uma vida normal e equilibrada? Até que ponto a mãe que tem
Distúrbio Afetivo Bipolar pode
prejudicar na formação e saúde dos filhos pequenos?
Com medicação adequada a
pessoa pode levar a vida de modo absolutamente normal inclusive na educação dos filhos.
A família percebe claramente quando se trata de período alegre e quando se trata de uma
euforia não normal. Se mudar de país o médico daqui deve fazer um relatório detalhado
em inglês para um médico do próximo país.
Quais são os tipos de
manias que podem ocorrer em quem tem Distúrbio Afetivo Bipolar? Como evitar e tratar estas manias?
Você está confundindo as
"manias" do Transtorno Obsessivo Compulsivo com o termo leigo
do Distúrbio Afetivo Bipolar ou Psicose Maníaco Depressiva. "Mania" quer dizer euforia, e não
hábitos repetitivos.
Em que a Psicoterapia poderia ajudar a uma
pessoa portadora de Distúrbio Afetivo Bipolar?
A Psicoterapia não age nas fases (não
diminui a freqüência nem a intensidade delas) mas certamente ajuda ao paciente a
compreender melhor seu problema, reorganizar sua vida, separar o que são sintomas e o que
são fatores de personalidade, se conscientizar da necessidade de manter a medicação,
etc.
Se um tratamento de
Distúrbio Afetivo Bipolar, com uso de medicamentos for interrompido,pode haver seqüelas futuras? O que
se deve fazer no caso de reincidência dos sintomas?Ha, comprovadamente,
influência de fatores genéticos na pessoa portadora do distúrbio?E
finalmente qual a possibilidade de se erradicar definitivamente os sintomas?
A interrupção do
tratamento de Distúrbio Afetivo Bipolar não traz seqüelas mas pode trazer recaída de D ou de M. Nesse caso se
trata novamente e se tem cuidado redobrado antes de interromper o tratamento outra vez.
Genética sim, existem muitos fatores genéticos. Erradicação completa: com medicação
preventiva adequada deve haver vida normal sem nenhum sintoma.
A descrição do
distúrbio afetivo Bipolar não está também meio exagerada (como a Distimia?) Sei de
casos em que a pessoa não gastava fortunas na fase da mania, e no entanto foi
diagnosticada como tendo este distúrbio principalmente em função do comportamento
cíclico e repetitivo durante anos a fio. Os ciclos podem variar de tempo (6/6 meses), 1
ano e meio /1 ano e meio, conforme o caso, não é mesmo?
1) Claro que está,
pois a descrição engloba quase todos os sintomas. Por isso eu escrevo que ninguém tem
todos os sintomas descritos.
2) Sim , as fases e os intervalos entre elas podem variar imensamente, mas a tendência é
que as fases fiquem cada vez mais freqüentes com o tempo.
Gostaria se saber se
existe alguma relação de causa e efeito entre Sonambulismo e Distúrbio Bipolar ?
Não há relação. A
não ser que o quadro Distúrbio Afetivo Bipolar seja na verdade uma Epilepsia de Lobo Temporal e esta sim pode
provocar Sonambulismo.
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