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Tenho 15 anos e sofro dessa
doença desde de os 12 anos. Somente hj ao ver o programa vi q o meu
problema tem nome e q muitas pessoas como eu tem esse problema.
TRICOTILOMANIA-já consegui ficar por 3 meses sem picar os
cabelos ,mas foi qd os cortei bem curtos. queria saber s tem outras
maneiras sem ser de cortar o cabelo ou tomar anti-depressivos. Tenho
problemas constantes com meu pai. Ele é medico e uma vez com mt vergonha
fui pedir sua ajuda, estava com uma rodela sem cabelos na cabeça. Ele simplesmente
disse q isso passaria e q n estava tão feio assim. Foi incapaz
de conseguir ajuda. Sinto como se todos soubessem q tenho esse problema.
Pois faço ate involuntariamente, preciso de ajuda, n sei como isso
começou. Não sei pq faço isso , pois sou loira com cabelo liso n haveria
motivo. Mas arranco. Não quero ficar com cabelos no estômago como mostrou o
fantástico.
Tenho este prazer em
arrancar cabelos desde os 11 anos (agora tenho 17). Quase nunca parei, só
mudava de região do corpo (da sobrancelha para os cílios, dos cílios
para a cabeça). Costumo escolher os mais doloridos também. Quero saber
se tem algum jeito de me tratar sem o uso de remédios ou de terapia,
pois, sempre que tento (o que sempre foi muito difícil) pedir ajuda para
meus pais, estes ficam irritados e se recusavam a procurar ajuda médica.
Agora, estou conseguindo me controlar, mas não sei se vou resistir por
muito tempo. É época de vestibular e estou sendo constantemente
pressionada, e considero esta a pior época para tentar, mais uma vez,
pedir ajuda.
Tenho 37 anos, e descobri
que tenho Tricotilomania desde 11 anos, antes de procurar uma psicóloga nem sabia
do que se tratava, foi quando depois de umas 2 sessões a terapeuta me
informou o nome da doença de que sofro. Me lembro pouca coisa dos meus 11
anos, mas uma lembrança muito forte que tenho, é a de tentando esconder
a falha de falta de cabelo com um rabo de cavalo. Depois dessa época não
tive mais crises tão sérias como as que enfrento hoje. Há 2 anos atrás
tive uma crise muito forte, onde a solução foi raspar toda cabeça,
andei com um lencinho até o cabelo crescer um pouco. Após um ano desse episódio
tive novamente outra crise, onde sofre muito porque entrei para trabalhar
na área de RH e como tenho contato com muitas pessoas a sensação que
outros vissem as falhas se tornou uma neura, quando voltei de um congresso
em Londrina a primeira coisa que fiz quando entrei no meu quarto foi pegar
uma máquina e raspar meu cabelo novamente. o pior de tudo isso é que a
máquina quebrou quando ainda faltava a parte de traz. meu Deus, fico
pensando porque passar por tudo isso. Se sou consciente que isso vai me
fazer mal, então porque não consigo parar. Dessa vez eu já consegui
assumir para algumas pessoas mais próximas o que eu tinha, mas para
outras tantas que me vêem aqui no trabalho, ainda acham que tive
problemas de câncer. Mais uma vez meu cabelo cresceu novamente. comecei
a namorar achei que as coisas até podiam acabar. mas me enganei mais
uma vez, a crise começou novamente, e tive que abrir o jogo com meu
namorado. Acredito que ele também não entendeu muito bem, disse que é
frescura minha e faço isso para aparecer. já minha mãe diz que é
falta de força de vontade e falta de fé. e eu. não consigo fazer
meu próprio pensamento. Só sei que sofro muito. Meu cabelo cresceu
novamente. e com ele uma nova crise, que por enquanto consigo esconder,
claro que lavando e fazendo escova todos os dias. tenho pavor de molhar
o cabelo na frente dos outros, ou então quando o vento bate. É horrível
raspar a cabeça, mas para mim traz um grande alívio, porque acabo com a
causa do problema. mas para os outros parece que é agressivo. Estou
sofrendo muito. já não mais o que fazer, não posso nem pensar em
falar com meu namorado. não consigo me concentrar no trabalho. não sei. não sei o que fazer.
Estou interada nesse site
desde que numa busca sobre "patologia arrancar cabelos",
descobri tantas coisas interessantes e informativas, e principalmente que
essa doença tem um nome!meu depoimento esta nas páginas de Tricotilomania
assim como os demais, estou super feliz de encontrar
profissionais capacitados e principalmente saber que essa compulsão tem
cura. Nunca me senti
tão "normal" após o conhecimento de tantas doenças raras, e
estranhas que o ser humano carrega, mas que existe sempre alguma
solução. Recentemente fiz uma cirurgia com o amigo doutor em
Simpatectomia Torácica para eliminar o terrível desconforto e desumano
chamado Hiperidrose, nunca poderia imaginar que com 27 anos estaria livre
de tal horror!E
agora nada mais é impossível no campo da medicina que incansavelmente
estuda e descobre alternativas pra cura de tantos males, e de tantos
assuntos que ficam escondidos e camuflados diante de pressões por pura
falta de informação. Agradeço
esses profissionais que estudam e se aprofundam em questões que não são
tão decorrentes no mundo da medicina.
Não arranco meus cabelos
mas percebi que tenho compulsão em separá-los e isso ocorre já há
cerca de 10 anos. Meu cabelo é crespo e tenho sempre a impressão de que
estão emaranhados, mesmo que tenha acabado de penteá-los.
Identifiquei-me muito com as características psicológicas dos portadores
de Tricotilomania , embora creia que minha situação ainda não tenha a
gravidade de muitos depoimentos. Porém, é este mau medo maior. Que meu
problema acabe piorando. Mexo nos cabelos o tempo todo. No início percebi
que ocorria basicamente em momentos de introspecção (estudando, vendo tv
ou pensando sozinho). Agora porém, até mesmo quando escuto alguém em
uma reunião de trabalho, me deparo separando os cabelos. Achei que era
só um hábito sem importância, não sabia que havia nome para isso e
muito menos que era uma doença que vem acompanhada de uma série de conseqüências
psicológicas. Estou preocupado. muito.
Nunca imaginei que o ato de
arrancar os próprios cabelos poderá ser considerado como uma doença
psicológica ou psiquiátrica, pois desde pequena sinto que isso poderia
acabar um dia, mas me enganei esse tempo todo. Já fiz alguns tratamentos
alternativos como terapias, mas nunca me aprofundei porque é vergonhoso,
eu escondo isso de tudo e de todos, mas já cheguei até fazer Regressões
de Memória ou Terapia de Vidas Passadas, mas não funcionou.
Hoje sei que isso tem cura e que posso me livrar a qualquer momento com
um bom acompanhamento profissional,assim como contato com outras pessoas
que passam ou passaram por isso. Vou continuar minha pesquisa e vou me
tratar. Espero encontrar um excelente médico para me ajudar nisso.
Encontrar a sua home page
foi uma benção na minha vida, saber que existem muitas outras pessoas
com o mesmo problema que o meu, ler seus depoimentos e suas dúvidas foi
muito gratificante, hoje sei que não estou sozinha nesta luta e também
sei que não sou tão estranha assim, pois antes eu achava que mais
ninguém sofria disso. Eu gostaria de saber se outras manias que eu tenho
como, cutucar as unhas, arrancar a raiz das unhas até sangrar (muitas
vezes inflama) estão dentro dos sintomas de doc, e se as altas doses de
antidepressivos necessárias ao tratamento desse distúrbio, que me deixam
pouco ativa, podem ser associados a estimulantes.
Tenho 46 anos e desde os 19 comecei a
arrancar os cabelos. Eu gostava muito deles e não entendo porque comecei
a fazer isso. As unhas sempre roí desde muito pequena e também nuca
consegui parar por mais de um ano. Agora estou com muitas falhas no couro
cabeludo e começando a atacar áreas do cabelo que nunca havia atacado
antes. No último ano principalmente tenho me depenado desesperadamente.
Sofro muito com isso mas não consigo me controlar. Fiz terapia por 7
anos, parei mais 7 e há 2 anos voltei a fazer novamente. Mas a
compulsão é maior que eu e estou cada dia mais encolhida sem sair de
casa e quando vou ao trabalho penso que todos ficam olhando as falhas que
tento esconder. Só uso o mesmo penteado há 25 anos e não vou nunca ao cabeleireiro, pois o que sobrou eu mesma corto. Esporadicamente já tomei Fluoxetina,
Survector, Frontal, Dormonid e há um ano estou tomando apreço. As
unhas agora também estão roídas até a meia lua e o meu desespero é
não compreender porque tanta auto-flagelação. Me ajudem por favor a
me deter para que eu possa ter uma velhice menos vergonhosa e solitária
pois passei a evitar praia,piscina e reuniões sociais de tanto
constrangimento. Às vezes penso que nunca terei cura e já pensei em
morrer por causa disso. Ultimamente tenho sentido uma enorme vontade de
raspar a cabeça, mas minha filha diz que não quer mãe careca.
Já escrevi para o seu site
dando um depoimento sobre minha doença, que sofro desde criança mas que
perdi o controle aos 17 anos, após me casar e entrar em depressão
profunda (mas sem nunca dizer a ninguém, sempre sozinha). Faço
tratamento psicoterápico, já obtive melhoras, recaídas, mas estou
tentando, já esperei demais, por vergonha, medo, fé de que conseguiria
resolver meu problema sozinha, mas sem sucesso, claro. Tenho 2 perguntas a
fazer: Uma diz respeito ao meu tratamento psicoterápico. Já tomei Fluoxetina,
Sulpan, Clordiazepóxido. Parei com o tratamento porque minha médica
parou de atender pelo plano de saúde e eu não queria expor meu problema
a outro, não confiava. Até que esse ano resolvi procurar outro médico
que me prescreveu Fluoxetina + Clordiazepóxido, mas me dava sono demais.
Depois me passou Nortriptilina, que alterou totalmente meus reflexos e
coordenação, onde não conseguia estacionar, nem preencher cheques,
além de provocar queda de cabelo.Hoje comecei o tratamento com Alprazolam
e espero que obtenha sucesso, mas gostaria que pudesse me orientar se
esses medicamentos são eficazes realmente e se a dosagem é correta.
Minha outra pergunta diz respeito ao crescimento dos fios. Desde outubro
de 2001 uso Minoxidil na área mais calva pra ver se acelera o crescimento
capilar, mas até agora os resultados são mínimos. As outras áreas o
cabelo cresce, mas no alto da cabeça, que foi mais "castigada"
o crescimento é praticamente nulo. É conhecido algum tratamento eficaz
para o crescimento dos fios, pois em minha cidade parece que os médicos
ficam constrangidos quando toco no assunto e me passam xampus
fortificantes que nunca resolveram meu problema. O Minoxidil 2% fui eu que
pedi ao médico após ler uma matéria dizendo que era o único conhecido
capaz de fazer o cabelo crescer. Se puder me ajudar e responder essas
perguntas, eu agradeço muito. Gostei muito quando descobri seu site
buscando a palavra Tricotilomania , foi muito importante pra mim e acredito
que pra todos que desabafam e se informam através dele. Um abraço.
Tenho 28 e sofro a Tricotilomania
desde os 13 anos de idade. De lá pra cá minha vida foi
horrível, posso assim dizer, e não quero me estender nos detalhes. Mas o
pior mesmo foi a incompreensão das pessoas, sobretudo da família. Como
ninguém ainda tinha conhecimento sobre o caso, a culpada da situação
era eu, meus pais contavam isso para todo mundo na minha frente para ver
se eu me envergonhava e parava. Todos meus outros parentes me humilharam
por isso. Eu nunca admitia isso na frente de nenhum amigo, sempre dizia
que tive quedas de cabelo, nunca tinha a coragem de dizer e tinha medo da
rejeição das pessoas. Mesmo porque eu já me sentia rejeitada e diferente
de todas as pessoas. Nunca então arranjava namorado. De vez em quando
alguma pessoa me achava bonita, mas e mesma não achava. Comecei a fazer
mega hair nos cabelos, até o dia que estavam tão danificados que a raiz
não suportou mais a cola e eu tive de usar peruca. Comecei a lidar melhor
com meus sentimentos, passei a não mais me inferiorizar, mas mesmo assim
ainda arrancava cabelos e estava quase careca. Eu queria parar, me
vigiava, tentava controlar e parar mas não conseguia. Até que um dia eu
vi na tv um artigo que falava sobre tiques e, dentre eles, a Tricotilomania
e suas formas de tratamento. Procurei um médico
neurologista, ele me prescreveu os medicamentos devidos que agora estou
usando. Eu sei que o ideal seria uma terapia com um psicólogo para
reforçar o tratamento, mas no momento não disponho de recursos. Procuro
conversar com profissionais da área, ler muitos sites sobre a Tricotilomania
e o DOC. Mas tem apenas 20 dias que iniciei o tratamento.
Ontem o médico me elogiou e disse que eu estava já com uma sensível
melhora, e deu continuidade às doses dos medicamentos prescritos. Hoje
não me culpo mais por nada, nem me considero diferente das pessoas nem
inferior a elas. Sou uma pessoa que como todas as outras, tem o direito de
ser amada e feliz. Estou aberta a ajudar e a trocar idéias quem quiser
falar sobre o assunto.
Oi Pessoal! Eu tenho 19 anos
e comecei a arrancar os cabelos com 12. Eu me mudei muito de cidades e
até de país devido ao trabalho de meu pai. Tudo começou exatamente ao
me mudar para os Estados Unidos. Como todos que sofrem disso, escondi de
toda a minha família, com muita vergonha do que fazia. Mas o problema
começou a ficar aparente. Além de todas as dificuldades que se enfrenta
com uma mudança radical de vida, a Tricotilomania me impediu de ser o que eu era
antes. Tive muita dificuldade de fazer amizades, o que antes seria
impossível de acreditar que algum dia poderia acontecer. Eu era muito
extrovertida e tinha uma paixão por teatro gigante. Com o passar dos
anos, sofri um processo de introversão e, principalmente, introspecção
e não me envolvi com outras pessoas da maneira que eu fazia. Até me
afastei do teatro. Felizmente, durante esse tempo, descobri pessoas que me
amam de verdade, novas amizades até, que não se preocupavam se eu tinha
algum problema ou qual era ele. Mais do que a humilhação, aprendi muito
com todos aqueles (poucos) que souberam lidar com sentimentos, deixando de
lado ridículos valores como a estética, a superficial beleza,
delineadora de pontos de partida para relacionamentos de qualquer
espécie. Os meus outros amigos, mesmo longe, continuaram lá me ajudando
como podiam. Infelizmente, nenhuma dessas pessoas soube do real problema,
e acham até hoje que eu sofro de queda de cabelo causada pela minha
depressão. Uso um aplique nos cabelos que torna o problema imperceptível
há 4 anos. Percebi que havia me acomodado ao entrar novamente em
depressão e perceber que não estava resolvendo nada, apenas mascarando o
que poderia durar anos. A Tricotilomania era o grande segredo da minha vida. Como
todos vocês sabem, provoca muitos sofrimentos, tristezas, insegurança.
Mas podemos usá-la como um ensinamento também. Garanto que somos pessoas
melhores depois desse "mal".Somos mais sensíveis e
compreendemos mais as coisas bizarras do mundo. Pelo menos comigo, esse
problema se juntou a minha constante indagação sobre a vida (amo
filosofia) e cheguei a conclusões interessantes, sem assustar-me como
acontece com outras pessoas. É bem verdade que tb constatamos que existem
pessoas totalmente superficiais, dentro do sistema, cujos valores
invertidos nos menosprezam. Podemos ser maior do que eles. Podemos pensar
em nós mesmos! Gente, o mais difícil desse distúrbio é afirmar a
alguém que vc gosta que comete esse " crime". Contei para um
amigo meu, que estava colocando cartas de tarô para mim, sobre tudo pela
primeira vez na vida há mais ou menos três meses atrás.
Surpreendentemente, foi tudo bem mais fácil do que eu imaginava, apesar
de toda a agonia que consiste o ato de contar. A reação das pessoas, por
mais que a gente ache que será o fim do mundo, nunca nos machucará
tanto. Isto é, se forem pessoas amigas. Logo depois contei para o meu
namorado e ele está me dando a maior força. Ele me ensinou que nós, que
temos Tricotilomania, que criamos esse universo de medo e complexidade sobre o
assunto. Afinal, na maioria dos casos, guardamos conosco durante muito
tempo e a tendência do medo é só aumentar. A mente acaba transformando
todo um universo cuja simplicidade poderia ter nos ajudado há muito
tempo. Sei que sentimentos regem nossa vida, mas não tenham medo! Contem
a um ser amigo. Procurem ajuda! A gente pode combater esse distúrbio. As preocupações
vazias do mundo são menores que nós, e portanto, não faz sentido elas
vencerem nossa vontade de cura. Torço para todos vocês!
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