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Perguntas e Respostas em Psicoterapia, Psicanálise, Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), Psicoterapia Comportamental, Psicoterapia Junguiana

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Terapia Ocupacional    Psicoterapia Cognitivo Comportamental (TCC)    Psicoterapia Comportamental   Psicopedagogia    Bullying    Psicoterapia Junguiana    Trauma

 

 

P: Olá a todos, tenho 17 anos e sou gay. Descobri minha orientação sexual desde os 12 anos de idade, era uma criança normal até aí. Eu sempre soube que era diferente, mas mesmo assim, era um garoto muito feliz, tinha muitos amigos, as garotas eram muito afim de mim, e a minha auto-estima não podia ser melhor. Mas tudo isso acabou, principalmente depois que o irmão de um amigo meu, eu tinha 12 anos e ele 15, junto com mais 3 garotos da rua, abusaram sexualmente de mim, e depois disso, começaram a me ameaçar, me excluíam das brincadeiras, enfim, um terror psicológico. Minha mãe é extremamente preconceituosa, e eu tinha muito medo de que ela soubesse do que estava acontecendo, tinha medo de sair de casa e eles irem lá contar a ela, ou sempre que eu chegava em casa e via alguém no portão, achava que eram eles. Enfim, a partir disso aí, já não consegui mais viver direito, me tranquei em casa, isso já com 14 anos, e encontrei no computador, uma forma de fugir do mundo real, tão doloroso as vezes. Me tornei uma pessoa passiva, vulnerável, e comecei a ser discriminado na escola também, botavam apelidos em mim, e eu passei a ter muito medo de estar sozinho, medo de que me deixassem sozinho, pois  estava percebendo que as pessoas não gostavam de quem eu sou. Agora, me acho uma pessoa horrível, tenho nojo as vezes de me olhar no espelho, sinto muito ódio de mim e das pessoas, não vejo outra continuação pra minha vida, que não o suicídio, é difícil pra mim me imaginar daqui a dois anos, que não seja morto. Não tenho mais amigos de verdade, e o único que eu tinha, estou proibido de falar com ele, depois que eu me assumi para os meus pais. Há momentos em que estou muito feliz mesmo, mas em 1 minuto, já estou andando pela casa atrás de remédios para um possível suicídio. E por eu ser assim, instável, inseguro, as vezes me irrito por nada, e por eu ter uma vida completamente diferente das dos outros adolescentes, a minha família anda dizendo que eu sou louco, dizem que sou a reencarnação de um antigo tio meu que era louco, mas eles não sabem nem 1% do que eu acabei de contar... Não sei o que fazer, não sei se estou doente, não sei se é melhor viver longe deles, me sinto muito agredido por qualquer coisa, até quando não é comigo...Preciso de ajuda, preciso de qualquer orientação...Obrigado!

R: Realmente vc. está passando por uma discriminação difícil...sugiro fazer uma psicoterapia para poder elaborar com alguém que vc. confie caminhos mais seguros e que lhe tragam uma melhor qualidade de vida. Este abuso sexual provavelmente lhe trouxe conseqüências efetivas em sua auto estima e segurança e vc. deve também procurar um psiquiatra para ser medicado convenientemente. Esta sua vontade de suicidar-se é perigosa e com medicação e psicoterapia pode ser sanada. Vc. tem muita vida pela frente, se desafie em faze-la valer a pena! Dr. Juarez Lopes Neto

P: Há algum tempo ingressei na USP (me transferi de uma faculdade para a USP) e, na época estava muito animada, queria muito estudar e fazer trabalhos (pois sempre fui muito dedicada, ativa, excelente e desde o primeiro ano fiz estágio), estava realmente muito feliz e tudo mais, pois iria me dedicar somente a faculdade, que é período integral. Depois de um tempo percebi como as coisas funcionavam por lá, e me desapontei muito, as greves, as pessoas, ... e entrei em uma crise de nervosismo e ansiedade muito forte, ... comecei a brigar e gritar com o meu namorado, com a minha mãe, julgava as pessoas, tive crises de insônia terríveis, e então eu busquei ajuda no HU, com uma psiquiatra, ela me receitou Citalopram, e eu melhorei pouco, pois ela me disse que eu teria que fazer terapia, porém eu não tinha dinheiro para pagar um psicólogo, mas continuei a tomar o remédio, ... e então acabou o dinheiro para o remédio e parei de tomar, pois a faculdade é período integral e eu não tinha como trabalhar ... no entanto eu ainda estava bem, estava freqüentando a faculdade, normal, mesmo com as insônias e as crises, ... mas nesse semestre começou algo muito estranho, ... comecei a acordar tarde, não ir às aulas e nem fazer os trabalhos, nada, ... estou desesperada, pois eu minto para tudo mundo dizendo que estou indo normalmente a faculdade, e além disso perdi esse semestre, e não sei o que fazer, pois tenho que me formar o ano que vem, ... contudo eu não tenho insônia, não brigo com mais ninguém, e não tenho mais crises de ansiedade ... mas eu estou em pânico, pois minto para as pessoas e para mim, ... e isso é grave pois quando descobrirem ninguém vai me perdoar, contudo isso ainda é um problema meu.
O que eu quero saber de vocês é: o que eu tenho, eu não entendo o motivo pelo qual eu estou fazendo isso, ... eu me sinto completamente louca, mentindo, ... tentei me recuperar, mas tenho medo de sair para ir para a faculdade, das pessoas me julgarem, ... me sinto a cada dia mais horrorosa, gorda, ... mas ao mesmo tempo feliz por não ter os problemas anteriores, mas ao mesmo tempo burra, pois eu tenho essas questões agora ... não consigo entender, fico confusa quando penso nisso, e na maioria das vezes eu me negligencio, ... é também como se eu fosse uma pessoa com aqueles que eu gosto e outra comigo mesma.

R: Olá, Bia. Seria interessante avaliar o que está acontecendo: se essa situação se deve por uma "pura" desmotivação com a faculdade e com a área profissional que você está cursando, ou se faz parte e conseqüência da "ansiedade" que você teve e é algo que está causando esse "afastamento" nos estudos. A melhor coisa é passar por um atendimento profissional. Como você é aluna USP, o Instituto de Psicologia oferece atendimento - tanto o serviço de Orientação Profissional, quanto o de Avaliação Psicológica ou Aconselhamento Psicológico. Procure se informar nas secretarias de cada serviço, que ficam no bloco de atendimento em Psicologia na própria Cidade Universitária. Boa sorte, Dra. Aline Basaglia.

P: Por favor, eu preciso de ajuda, tenho um irmão de 25 anos que acredita que nenhum emprego é bom para ele nunca teve uma namorada teve poucos amigos.Tudo aconteceu pq meu pai foi alcoólatra por toda a nossa infância e ele foi o maio prejudicado devido ao fato de os garotos da rua usarem esse fato para nós humilharem e ele foi aos poucos saindo cada vez menos de casa, agora ele ficou doente e precisa de uma cirurgia e como está desempregado não tem convênio está mais deprimido e eu estou muito preocupada eu sinto que meu irmão tem potencial para fazer uma besteira e eu mudei de emprego agora e estou morando um pouco longe não tenho muito tempo para ficar com ele não sei o que fazer?

R: Olá, Carla. Seria necessário que seu irmão passasse por uma avaliação em saúde mental (psicólogo ou psiquiatra) para saber como ele está e iniciar um tratamento caso necessário. A questão é como convencê-lo, não? Acho que uma conversa franca e calma, sem "culpados", perguntando como ele está e se sente seria um primeiro passo. Dependendo da resposta dele, pode-se indicar uma avaliação: por exemplo, "gostaria de ter mais amigos, mas não sei como eu faço" - tem profissionais que estudam o comportamento humano e que podem ajudar a entender melhor o que acontece nas relações de amizade, familiar, etc, que a gente tem; "gostaria de ter um bom emprego" - tem profissionais que ajudam a gente a saber como estamos e o que pode estar prejudicando o nosso lado profissional; e assim por diante. Talvez essa conversa ajude-o a ter maior clareza e procurar tratamento, além de perceber que tem pessoas próximas dispostas a acompanhá-lo neste momento difícil. Boa sorte, Dra. Aline Basaglia.

P: Envolvi-me com um colega de trabalho. No primeiro encontro, rolou sexo, por muita insistência dele, acabei cedendo, pois estava carente. Após este episódio, ele trata-me com indiferença, ironia e deboche, como se eu fosse uma desclassificada e desprezível. Senti-me um lixo, usada e humilhada. Penso que caí em uma cilada machista. Temo que ele fique contando vantagem e menosprezando-me como mulher. Já pensei em procurar um Psiquiatra ou realizar uma terapia para o meu reequilíbrio emocional. Ajudem-me. O que devo fazer?

P: Se é uma situação que vc. está sentido-se estressada e pressionada, procure sim uma psicoterapia aonde ele também avaliará a necessidade de uma consulta psiquiátrica. Juarez Lopes Neto

P: Homosexualismo é doença? Têm cura? Se eu fizer um tratamento psiquiátrico eu poderei resolver? Por exemplo:. Quando eu era criança eu era abusado sexualmente pelo meu irmão..  Isso têm relação com meu estado homosexual de hoje? Têm como retorna no passado através de alguma hipnose e apagar isso da memória?

R: Vc. deve fazer uma psicoterapia para relatar suas dificuldades e questionamentos com sua sexualidade. Se vc. tem este trauma infantil provavelmente isto influencia no seus aspectos emocionais. Analisando suas vivências negativas poderá amenizar estas memórias traumáticas. Dr.  Juarez Lopes Neto.

P: Gostaria de saber se realmente existe cura pela fala, ou seja se vc vai ao psiquiatra ou ao psicólogo apenas desabafando e recebendo orientações a gente consegue se curar. Obrigada pela atenção.

R: Sim, a psicoterapia ajuda a pessoa ter consciência de suas dificuldades, problemas e carências tornando assim muito mais fácil objetivar os confrontos e fortificar seus aspectos emocionais mais frágeis. Dr. Juarez Lopes Neto

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