As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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  Nem todas as crianças e adultos Hiperativos são "hiperativos", muitos são mais distraídos que agitados.

Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (DDA ou TDAH) em crianças Perguntas e Respostas Pág 1 P 2 P 3 P 4 P 5

P: Minha dúvida diz respeito a duas doenças que me parecem opostas. Uma criança que apresente hiperatividade e Hipotireoidismo. Como ficam os sintomas? E a medicação? Aguardo resposta. Obrigada.

R: Não são nem opostas. São duas doenças completamente diferentes, que acometem órgãos diferentes, com sintomas diferentes e tratamentos diferentes.

P: Gostaria de saber se é possível uma criança de 5 anos, agitada e impaciente, que apresenta tiques freqüentes há mais de um ano ser apenas hiperativa, hiperatividade pode desencadear tiques? Ou melhor dizendo: tique é um sintoma de hiperatividade? Ou ainda, hiperatividade e toc podem aparecer juntos?

R: Pode ser Hiperativa sim e pode ter tiques (Tourette). Existe comorbidade entre as duas doenças.

P: Olá, tenho dúvidas sobre deste tema hiperatividade e déficit de atenção, pq meu filho tem 8 anos e obtém esta síndrome se é q dá p/ chamar assim. A minha dúvida é a seguinte: desde os 4 aninhos foi constatado por um neurologista q era meu filho era hiperativo e assim passou a tomar Ritalina, ocorre q esta droga não o deixava comer, fiquei desesperada, no começo não achava q a falta de apetite vinha do medicamento. Após 2 anos, o levei para um psiquiatra o qual retirou a Ritalina e começou a fazer um tratamentos base de Risperdal a noite e Daforin de manhã, constatando o hiperativismo, ansiedade, e déficit de atenção. Hj meu filho come muuuito bem, depois disso passou a ser uma criança normal no quesito gordura, tem o peso normal de uma criança de 8 anos. Mas como meu filho ainda tende a ter falta de atenção, este psiquiatra achou melhor para seu desempenho voltar a usar a Ritalina só nos períodos de aula, 1 comprimido após o almoço, durante os dias de aula e não tomar nos feriados e final de semana, até aí td bem. Acontece q conversando com meu irmão, ele disse q viu reportagem com o remédio e se falou nesta reportagem q a Ritalina provoca vício em psicotrópico (mais precisamente cocaína) e que daqui uns anos qdo chegar na fase adulta ele terá grande propensão em ser viciado em cocaína. Isto me deixou preocupada e querendo saber se continuo dando a ele o medicamento ou não. Desde já obrigada!

R: Olá Elizângela, a Ritalina somente tem potencial de abuso para adultos e, principalmente, para aqueles que não tem de fato o diagnóstico de TDAH. Portanto, fique tranqüila. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni.

P: Gostaria de saber o que leva um profissional a optar entre o Concerta e o Ritalina, uma vez que o princípio é o mesmo (Metilfenidato). Uma criança que acaba de perder o pai drasticamente, tem maiores tendências à depressão? Por isso a dose do Concerta foi aumentada de 36 mg, para 54mg?

R: Miriam, a opção depende de muitos fatores: experiência do médico, carga horária, disciplina, capacidade financeira da criança, risco de abuso, etc. São muitos fatores. Se uma criança que perda o pai pode sofre de depressão, sim. Um dos desencadeantes de depressão é uma perda afetiva importante. Aumento da dose: pergunte ao médico que aumentou.

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