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Perguntas,
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Todas as perguntas respondidas Dr.
Rubens Pitliuk,
a não ser quando outro autor é citado.
P: Minha mãe
tem 76 anos e há 2 anos foi diagnosticada com Mal de Alzheimer, o q já
desconfiávamos, relembrando fatos passados, acho que há mais ou menos 10 anos
ela é portadora, ultimamente está muito agressiva comigo e com ela mesma, puxa
os cabelos, aperta o pescoço e rasga roupas, isso é natural da doença ?. Ela
está tomando Haldol 2mg 10 gts de manhã e 10 gts a noite, toma também a noite
Dormonid 15mg 1 cp e Donaren 50 mg 1 cp, mas dorme por 2 hrs e acorda pensando q
já é de manhã, depois de 2 a 3 hrs volta a dormir por mais 2 ou 3 hrs, acorda
as 7 hrs e não quer dormir mais, fica o dia todo querendo ir embora para a casa
dela (que é aqui mesmo), enrolo dizendo que vamos depois mas ela me agride
falando q estou mentindo, como devo proceder?, estou cansada e muito estressada,
meu marido e meus filhos também, já meu irmão só passa por aqui fica meia
hora e vai embora, tenho 48 anos. Agradeço qualquer informação que possa me
ajudar a continuar cuidando dela sem ter que por uma enfermeira ou em uma clínica.
R: Os
cuidadores de uma pessoa portadora de Alzheimer costumam ficar esgotados,
depressivos, irritados, estressados. O médico precisa organizar a medicação
para ela ser a mais simples possível, orientar os cuidadores a fazerem
rodízio, contratarem pessoas que ajudem, reorganizar a casa de modo que os
riscos de acidentes diminuam e os cuidados de higiene fiquem mais práticos e
muitas vezes precisa conversar também com a família sobre clínicas.
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P: Minha avó foi diagnosticada
como tendo Demência Senil há mais ou menos 10 anos. Primeiramente, ela
começou a esquecer acontecimentos recentes. Como foi sempre uma pessoa
hipocondríaca, terminou na mesa de cirurgia de um renomado cirurgião carioca
para tratar do Trigêmio, cujos distúrbios sempre a incomodavam (e até hoje
controlados por Carbamazepina (Tegretol). Após a morte do marido há cinco
anos, começou a esquecer nome de pessoas próximas, deixar torneiras abertas...
e logo a seguir, um problema de articular o nome do objeto com a fala. Hoje ela
não fala mais, perdeu a noção de higiene corporal, anda muito pela casa o dia
inteiro. Ela não fica sentada ou deitada mais de cinco minutos durante o dia.
Tarefas como dar a descarga no banheiro é algo que ela não entende. Por outro
lado, fica agitada próximo ao horário do banho (para ela é de manhã, podendo
ser até ao meio dia) e das refeições. Acredito que essa Demência possa ser
Alzheimer. O que vc acha? A medicação que ela toma além da Carbamazepina, é
o Vicog e Pentoxilina (Trental).
R: Esse quadro clínico é
bastante compatível com Alzheimer sim. Mas veja bem, ainda que seja uma
Demência Vascular, o tratamento é praticamente o mesmo. Esses medicamentos que
ela usa não são os mais usados. Acredito que o médico dela tem seus motivos
para medicá-la dessa forma, mas porque vc não pede para ele tentar os mais
modernos (Ebix, Exelon, Reminyl, Eranz) ? Claro que se ela tiver uma Neuralgia
do Trigêmio, o Tegretol é importantíssimo.
Tenho dois irmãos
com Demência Fronto Temporal e Afasia Primária Progressiva. Será que existe
algum medicamento que retarde o avanço da doença? Um irmão, médico,
manifestou a doença aos 50 anos. Hoje está com 56, afásico, paralisado e
demente. Minha irmã, começou aos 56 anos e hoje tem 59, mas ainda reconhece as
pessoas, está afásica, não lê e não escreve, mas consegue andar
relativamente bem e se alimentar sozinha. Ela não consegue entender as coisas
quando se fala com ela. Será que existe algo a ser feito para que a doença
seja retardada? Alguns profissionais disseram que não há nada a fazer. Recorro
à Sra, pois não se pode perder as esperanças. Qualquer ajuda será de grande
valia. Obrigada pela atenção,
A ciência ainda
está à procura de medicamentos neuroprotetores e terapia gênica. Mas
certamente ainda não perdemos as esperanças. Dra. Paula Nunes
Minha mãe tem a Doença de
Alzheimer, as vezes ela me deixa cansada e sem fôlego, mas é gratificante, pois quando ela sente que estou nervosa ela sempre acha uma forma de conforta, acaricia meu
cabelo, pega na minha mão, passa a mão no meu rosto e isso é o que me acalma. Quando
quero falar sempre conto para ela o meu dia, casos de escola, ela já não falar, mas percebo que quando paro ela que ouvir
mais. Para dormir tenho que deitar ao seu lado e segurar sua mão, a me esqueci eu e meu filho de 2 anos, ele sempre da beijos em seu rosto e ela morde ele com a gengiva como ela sempre fazia com
a gente quando ela era normal. Recebo o apoio do meu marido e dos meus dois filhos, me ajudam com os travesseiros para encostá-la, pegando paninhos para limpar sua boca, com a
água para molhar os lábios dela. E na hora da dieta, me auxiliam falam que estão ajudando. Para mim acho que não tem problema, mas tem irmãos que não ajudam que falam que isso pode prejudicar no futuro o
psicológico de meus filhos. Converso com eles falando que a vovó era muito boazinha e que agora usa fralda e precisa de ajuda porque virou um bebê grande porém tem muita
idade. Foi a primeira vez que entrei no site e gostaria de dizer que foi
ótimo li depoimento que são meu dia a dia a 7 anos que passo por isso, e cada face da doença é uma
difícil adaptação para nós cuidadores, sofremos muito, mas temos que encontramos força e continuarmos a nossa vida. Agora minha mãe tem uma gastrotomia para se alimentar e evitar pneumonia por aspiração, foi
difícil aceitar essa fase e está sendo complicado pois estudo e as vezes me atraso na faculdade por causa da dieta dela.
Não gosto de reclamar da vida e nem gosto de ficar comentando que minha mãe é doente, tenho a sensação de que as pessoas acham que nos familiares queremos que tenham dó de nosso sofrimento de cuidadores, na realidade somos
guerreiros por conseguirmos cuidar de nós de outra pessoa querida. Gostaria mais uma vez elogiar o trabalho de vocês. E para os cuidadores dessas pessoas desejar força, garra,
perseverança, não desanime, depois de um dia vem o outro e eles dependem de nós para sobreviver, lembrem ninguém pede para dar trabalho a alguém, mas pais sempre cuidam bem de filhos, para que um dia possamos cuidar bem deles.
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